9.8.09
Super Rui Parte III - A Saga continua
Rui após sua ultima cartada resolveu ganhar dinheiro de uma forma mais honesta, por isso decidiu investir seu dinheiro junto com Kelson o jovem traficante da área e comprar umas peças de cocaína para vender e ganhar uma ‘moeda’. O negócio andava bem, a cocaína deles no boca-a-boca ganhou fama de ser a melhor da área. Foi aí que Rui começou a ter vários amigos, conhecer muitas pessoas, e começou a curtir as baladas das noites de São Paulo, lança perfume pra todo lado, álcool à vontade, não demorou muito pra Rui se viciar nas baladas, comer diversas bucetas, aquilo ali era o mundo de Rui, ao lado de Kelson e diversos outros bajuladores eles eram praticamente os donos das baladas.
Até que numa certa noite – agora – comum para Rui, ele havia ficado meio amuado justamente pelas coisas estarem tão fáceis, tão rotineiras, terminou de fumar sua “perninha de grilo” no camarote e desceu pra pista para dar um rolê, e tentar arrumar uma gata para dar uma “fincada”, mas quando Rui dependia de suas cantadas as coisas ficavam ruins, em algumas cantadas ele tentava se gabar “Acho que aqui dentro ninguém ganhou mais boquete do que eu” em outras tentava ser romântico “Você não tem peito, nem bunda, mas tem um grande coração” ou apelava pela cafajestagem “Que tal minhas bolas batendo em seu queixo?” ou simplesmente chegava passando a mão no cabelo e tentando beijar de qualquer forma, não preciso dizer que isso dificilmente funcionava, claro que algumas vezes funcionava, pois como sempre venho dizendo nas histórias de nosso herói: “ele é escroto, mas sempre existe alguém mais escroto”.
Mas dessa vez as coisas não estavam fáceis para Rui, que caminhava a balada inteira atrás de uma gata, até que umas 3h50, já desanimado e muito bêbado avista uma loira quietinha encostada no canto, parecia meio desanimada, Rui se aproximou encostou do lado e começou a conversar com a garota que também estava bêbada, os dois riam bastante juntos, conversaram tanto que a balada foi ficando vazia e eles nem perceberam, até que a luz se acendeu e um funcionário informou que teriam que sair. Ele lhe ofereceu uma carona, parou na porta da casa da moça e, antes de ela se despedir Rui a agarrou, começou a beijá-la e já foi tirando os peitos dela pra fora pelo decote mesmo, ela o conteve com o velho papo que ainda era cedo, passou o telefone pra ele lhe deu mais um beijo e saiu.
Rui então foi dirigindo para sua casa, o rádio estava ligado numa estação que passava músicas românticas e saudosistas, foi aí que começou a se lembrar dos altos papos com Luana, das risadas, e do beijo, sim nosso herói estava se apaixonando.
A partir daí Rui e Luana começaram a sair, ele finalmente havia mudado, era visível todos percebiam, ele queria uma coisa diferente da vida que estava vivendo. Começou a namorar e como era de se esperar, conheceu a família dela. O pai de Luana era Luiz, um ex-policial aposentado que, logo de principio, adorou Rui, a sogra Dona Helena também gostou do novo genro.
Logo após um belo almoço de domingo Sr. Luiz pegou começou a conversar com Rui na sala enquanto tomavam um café, extremista de fortes opiniões, Sr. Luiz era cheio de idéias megalomaníacas, começou a dizer ao genro métodos para acabar com a criminalidade, Rui como não era muito apto para falar disso, mudou logo de assunto e perguntou de sua família, o velho começou a mostrar fotos dos outros dois filhos: Luizinho que era um típico “bicho-grilo” que posava de sério para a família e Lilian que era a mais velha e tinha síndrome de down.
No meio da conversa chega Luana e apresenta Lilian para Rui, que chega com a maior normalidade cumprimenta e inicia uma conversa, Luana vendo aquilo se sentiu feliz de seu namorado não ter preconceitos e assim foi a tarde de nosso herói, que se sentiu em casa logo no primeiro dia.
Assim a nosso herói foi perdendo suas forças, não queria ser mais o mesmo Rui, e assim como Yoko Ono roubou Lennon dos Beatles ou Alexandra roubou Rodolfo dos Raimundos, Luana havia tirado Rui de sua escrota rotina. Até no sexo Rui estava mais comportado, nem pedia mais para comer o cuzinho, só queria saber de sexo e depois soninho agarradinho.
Certo dia Luana disse que ia para a casa de uma amiga dormir com ela porque a amiga havia brigado com o namorado, Rui aceitou na boa, ficou lá no boteco bebendo e conversando com os amigos, até que o celular de Rui tocou, era o sogrão o convidando para fazer aqueles programas masculinos: jogar um baralho, beber uma boa cerveja e falar putaria.
A noite foi se estendendo e os dois bebendo e rindo muito, o ex-policial contava suas proezas na juventude e Rui falava algumas das suas antigas proezas, até que Rui decide perguntar dessa amiga de Luana que supostamente ela teria ido dormir, o velho sem querer entrega a filha dizendo que não conhece essa amiga dela, Rui logo desconfiou, pois Luana havia dito que eram amigas de infância e que as duas haviam sido criadas juntas.
Depois Rui começou a ligar os fatos, dos 6 meses que estavam juntos, do nada ela começou a freqüentar academia, e claro, que tipo de mulher quer ficar mais gostosa quando tem compromisso? Ela na verdade estava querendo ficar gostosa pro amante. Claro, Rui bêbado já falou pro sogro “Zua filha tá me traindo.. hic... aquela vaca, vou matar ela!!!”, saiu de lá, pegou o “treis-oitão” com Kelson, voltou e ficou na porta da casa de Luana "de campana" esperando ela chegar, tarde da noite ele avistou ela num carro dando vários amassos, ele parou na perto do carro e ficou olhando a cena, o rapazote que o furava os olhos apertava tanto o seio de Luana que se fosse uma buzina, com certeza a vizinhança inteira acordaria. Rui ao ver a cena, bateu no vidro com o “treis-oitão”, os dois assustados olharam, Rui simplesmente mandou que os dois fossem para o banco de trás, entrou no carro e dirigiu até uma viela escura, seu pensamento era matar os dois, estava muito puto com aquilo, mas pensou bem, um tiro naquele horário iria chamar a atenção, surrou o rapazote com algumas coronhas, em seguida o mandou sair correndo batendo os pés na bunda.
Com lágrimas nos olhos Rui a olhou e começou a dar murros na cara dela que desesperada gritava que o amava, de repente ele começou a beijar sua boca toda suja de sangue, os dois começaram a se beijar, ele colocou a mão na calcinha dela e se perguntou se ela estava molhadinha por causa do rapazote, ou havia se mijado de medo, mas esqueceu isso, tirou isso da cabeça também tirou a rola da cueca e Luana começou a fazer um “babão” pra ele, aquele banco de carro sujo de sangue, aquele boquete sangrento, aquele “treis-oitão” na mão, despertou o lado escroto de Rui que havia adormecido, sim amigos, nosso Rui estava de volta (pausa para momento de glória).
Depois disso Rui deixou a namorada na porta de casa e conversou, disse que iria a perdoar. A relação continuou, só que depois disso Rui fazia questão do esgoto de Luana dentre outras coisas que ele gostava.
Até que certo dia ele acordou de madrugada, passou pelo quarto da irmã dela Lilian, viu ela dormindo de bruços, deu um sorrisinho maroto entrou no quarto, encostou a porta e começou a acariciar a garota, que acabou acordando meio assustada, pois nunca alguém havia lhe tocado daquela forma, Rui tratou de acalmá-la, começou a beijá-la na boca, depois foi pro pescoço e sussurrou em seu ouvido “Não se preocupa que titio Rui, vai cuidar de você!” começou acariciá-la, Lilian estava meio assustada, mas não oferecia resistência, Rui levou a mão até a calcinha que já estava molhada, novamente veio a dúvida se estava molhada de tesão ou havia se mijado de susto, mesmo assim continuou, chupou os peitinhos que nem um bezerro, a fez pagar um “babão” (se impressionou com o tamanho da língua dela), botou pra dentro e começou a trepar com a cunhada, sem preconceito algum por ela ter síndrome de down, depois de algum tempo Rui não teve mais dúvidas ela realmente estava molhadinha de tesão.
Com o barulho da cama batendo na parede, Luana acordou, seguiu o barulho e foi até o quarto da irmã, quando abre a porta, vê a cena, seu namorado em cima de sua irmã “Que que cê ta fazendo!?” Rui dá um pulo, e pula pela janela “Agora estamos quites Luana sua filha-da-puta !!! Lilian, joga minha calça!”
Luana começa a xingar Rui pelos piores nomes possíveis, enquanto Lilian com as pernas ainda meio bambas, joga a calça de Rui pela janela. Rui entra em seu carro e vai embora rindo como uma criança de sua vingança.
Todos na casa de Luana acordaram e foram pro quarto ver o que havia acontecido, depois de explicar todos ficaram inconformados, queriam registrar queixa contra Rui, mas Sr. Luiz achou melhor não registrar nada. Meses se passaram e a família acabou se esquecendo desse incidente, só que Luana mesmo assim não havia se esquecido de Rui, ela gostava de putaria e Rui tinha sido o mais puto que havia namorado com ela, pensava no ex enquanto arrumava o quarto da irmã, e acabou achando um bilhete de Rui para Lilian, “vagabunda” pensou ela. Luana começou a observar os passos da irmã, e viu que ela estava se encontrando com Rui às escondidas, ajudada pelo irmão Luizinho que em troca ganhava alguns gramas de erva pra fumar. Luana se sentiu humilhada todos conspirando contra ela “Como pode o Rui me trocar com essa mongolóide, essa doente?” pensou ela que esperou a noite chegar, foi até o quarto com uma faca e tentou matar a irmã, acertou uma facada no peito, sua irmã acordou gritando e as duas começaram se pegarem no quarto aos berros de dor de Lilian o pai Luiz acordou e apartou a briga.
O caso saiu nos jornais, todos comentavam, mas Sr. Luiz e a família desmentiam que era por causa de um homem que as duas irmãs haviam brigado. Luana foi presa, mas depois de solta Sr. Luiz não queria ela em casa com medo do que pudesse acontecer com Lilian. Algumas semanas depois Sr. Luiz ligou pro nosso herói o convidando para uma partida de baralho, e ainda falou pra sua mulher “Helena, ele continua sendo meu genro!!”.
Rui era escroto, mas por sorte sempre tinham pessoas mais escrotas e que gostavam dele.
Escrito por Sr. Brandão que também é o queridinho do sogro.
1.8.09
Vende-se um herói
Passou pelo canal e parou, ficou lá apreciando o contraste daquela bunda enorme com aquele short minúsculo, com seus quase 80 anos era a única coisa que lhe restava fazer, depois de um tempo observando seu olhar foi distante, olhava a TV, mas seu pensamento estava em outro lugar, tinha uma aflição no olhar “Será que a morte esqueceu de nós, Elza?” perguntou à sua mulher que simplesmente lhe repreendeu como qualquer senhora conformada e religiosa faria.
Ulisses, porém não era conformado, e naquele momento havia se dado conta que a vida não fazia mais sentido, se sentia como alguém que passou as férias inteiras sem fazer nada e quis viajar no ultimo dia. Ele que diversas vezes deu uma pausa em seus planos, percebeu que o tempo nunca deu pausas, aos 20 anos achava que tudo era distante, mas segundo a segundo foi consumido pelo tempo. Sequer percebeu isso, simplesmente acordou e um dia e nem o velho tesão do mijo tinha mais, o que sobrou foi a memória de ter desperdiçado toda a existência num casamento sem-graça, num empreguinho medíocre e tendo como máxima aventura as festas infantis dos familiares.
A vida inteira fazendo planos, procurando rumos, pra no fim perceber que nunca houve um rumo, lamenta não ter fé pra acreditar no Paraíso, assim poderia manter a esperança do bom Deus lhe dar uma segunda chance.
Ficou ali no sofá paralisado algum tempo, depois voltou a si e sorriu, na televisão a modelo falava sobre seu ensaio fotográfico, “Ensaio fotográfico são meus bagos!!!” gritou o velho, que pegou o seu casaco e saiu rumo ao centro da cidade. Lá entrou no primeiro bar que viu, sentou no balcão pediu um Uísque (isso escrito assim), lá viu alguns jovens falando sobre a crise econômica, eram muitos deles, cada um expondo sua opinião com suas camisetas pretas de bandas. Ulisses gritou alto “Crise econômica são meus bagos!!!” todos começaram a rir, Ulisses deu mais um gole no Uísque e começou a falar em tom de discurso:
- O que é crise econômica pra quem viveu uma vida inteira trabalhando, pra quem desperdiçou toda a juventude com empregos que odeia pra tentar realizar o sonho que lhe foi vendido durante toda a vida: casa própria, carro, mulher, filhos, cachorro no quintal, churrascos no domingo... Que merda é essa que vida fantasiosa é essa? Vocês ainda acreditam nisso? Lhes deram um roteirinho e vocês todos vão tentando segui-lo, eu perdi minha vida seguindo isso!
Nisso um rapaz com uma camiseta abaixo o capitalismo gritou do fundo :
- É isso aí, não vamos trabalhar porra nenhuma!,
- Silêncio cretino, você não entendeu! Aqui ninguém é Hippie, eu sei que você só queria uma desculpa pra fazer do pijama seu uniforme de trabalho! Disse Ulisses para a euforia geral, todos começaram a gritar dentro do bar “Tiozão!!! Tiozão!!! Tiozão!!!!” mesmo com ele mandando-os calar a boca.
- Nem que eu tenha que beber esse bar inteiro, mas descubro o que é que eu tinha na cabeça quando achava que usar gravata é sinal de status, mesmo comendo o pão que o capeta amassou! E o que eu ganho por ter sido uma simples engrenagem na máquina social? Uma esmola, um corinho de rato pra não morrer de fome, umas filas preferenciais no banco pra eu ter um pouquinho mais de tempo pro meu tédio, para que eu tenha mais tempo de ver mulher gostosa na TV e lembrar de minha disfunção erétil!
Depois de falar isso o velhote sentou e voltou a beber, o pessoal começou a lhe pedir que falasse mais que desabafasse mais um pouco:
- Vocês realmente querem que eu fale mais sobre a estrada frustrada que pode ser a vida ? Disse o velho.
- Fala! Fala! Fala! Respondeu os jovens risonhos.
- Vocês realmente querem??! ... então quem vai me pagar outra cerveja?
- Eu, eu pago, mas quero lhe fazer uma pergunta. Disse um rapaz do fundo.
- Sim, pode falar rapaz!
- Como que eu posso evitar ficar frustrado na velhice!?
- Morra cedo! (o pessoal ria que se mijava com os trejeitos do velho) Ou viva intensamente, seja um Tim Maia em vez de Roberto Carlos. Não deixe o trabalho atrapalhar sua gandaia.
- Velho, eu tenho uma pergunta! Disse outro cara.
- Pode falar, deixa uma paga aqui no balcão!
- O que o senhor acha da pobreza no país?
- Pobres? Pobres são meus bagos! Essa raça escrota que diz que come pouco, mas caga toneladas, que vivem por aí fazendo filhos e os deixando ao relento, como se não bastasse ainda criam todo tipo de animal sarnento em seus quintais mal-acabados e sujos por pura parasitagem e falta de higiene! Vivem dizendo que não têm nada, mas quando é vitima de incêndio ou enchente diz que perdeu tudo!
E assim foi durante a noite o velho bebendo afogando todo juízo e o povo pagando cerveja e ele falando suas opiniões, ele começou a se sentir especial, as pessoas davam ouvidos a suas opiniões e ainda pagavam lhe bebidas, havia achado enfim uma coisa que gostava de fazer que é reclamar, velho adora reclamar, foi como jogar milho aos pombos, as pessoas ficavam fascinadas com as palavras que saiam da boca dele. Depois de três meses freqüentando aquele bar, Ulisses acabou se transformando em uma atração, jovens tiravam fotos com ele e colocavam no Orkut, colocavam suas frases no MSN, faziam comunidades e etc...
Até que um dia no fim de uma apresentação um rapaz jovem foi falar com ele, disse que queria lhe dar um salário em troca dele dizer coisas boas à respeito de certos produtos e de certos costumes, o garoto era um jovem estagiário de uma empresa de publicidade, e assim a publicidade foi o Iceberg pra mais um majestoso Titanic.
Ulisses pensou bem, sabia de todo esquema, sabia que eles são pragas do mundo moderno que contaminam a sociedade por alguns “troquinhos”. Ulisses sabia de tudo isso, mas lembram que eu havia falado que ele se sentia como alguém que passou as férias inteiras sem fazer nada e quis viajar no ultimo dia? Realmente ele pensou bem e viu que já era tarde pra arrumar as malas continuou as férias sentado na poltrona, aceitou o acordo e assim como a grande maioria, sabia de todas as conseqüências, sabia que estaria vendendo praticamente a alma, mas arrumou um simples motivo pra justificar pra si mesmo, no caso dele foi a velhice.
Quando foi questionado sobre sua ideologia, Ulisses disse que ideologia eram os bagos dele.
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20.6.08
Paixão Nacional

- Boa a tarde senhores, estamos aqui para decidir qual será a próxima novela que colocaremos no horário nobre, temos aqui a ilustre presença do nosso grande autor João Emanuel - diz o jovem diretor entusiasmado por acertar a frase – ele irá resumir um pouco do enredo da trama (sic) para vocês. Pode começar João:
- Primeiramente, bom dia à todos, vou ir direto ao assunto, a trama (sic) é a seguinte... - Diz o grande autor, levantando da mesa em que estava sentado e indo em direção à lousa.
- Bom, é uma história que se passa nos tempos atuais mesmo, a protagonista se chama Laura, que é uma garota rica, meiga e sonhadora, ela é criada pela avó, pois a mãe abandonou ela quando ela era criança, cof-cof, perdão senhores, mas aí existe um trunfo!
- Disse o autor entusiasmado. A mãe da menina na verdade não abandonou ela, na verdade mesmo a avó paterna que cria ela tramou um acidente que acabou tirando a memória dela! Sacaram!?
Nisso o jovem diretor da emissora apontou ao autor como quem diz “Esse cara é foda!” e já começa a esfregar as mãos pensando em como gastará os milhões. No fundo da sala sentado no canto da mesa um rapaz do departamento de marketing de um dos patrocinadores dá uma bufada e observa o autor continuar com sua genial idéia.
- Elas vão se conhecer sem saber que são mães e filhas, Helena que é a mãe dela é uma senhora humilde, que tem um filho adotado, Laura vai namorar com o rapaz, no caso o Henrique, mas a avó dela não vai aceitar porque ele é pobre e... Quando o autor ia continuar com o resumo da novela foi interrompido, por uma voz lá do fundo da sala, era o rapaz do marketing de um dos patrocinadores, que levantou, para espanto de todos e começou a falar:
- Deixa eu adivinhar, as duas vão ser amigas, só que quando elas descobrirem, a filha vai ficar com raiva da mãe porque ela não a procurou durante todos esses anos e porque ela acredita que foi abandonada pela mãe, vai haver também um conflito entre o casal porque esse tal de Henrique vai tomar as dores da mãe e vai ficar nisso, a causa de tudo isso é porque a avó era uma mulher ambiciosa que fez de tudo para matar a nora depois que o filho dela morreu, e ela tem uma filha que é uma dessas mulheres perigosas, gostosas, maliciosas que vai tentar roubar o namorado da sobrinha.
- Mas peraí! - Disse o autor nervoso.
- Tem mais essa Helena, aposto que você pensou em sugerir Regina Duarte pro papel né?
- Hum... Realmente, mas como você sabe o roteiro da novela?
- Essas histórias são todas iguais, porra! Sempre tem filho bastado! Sempre tem peruas invejosas, sempre tem mulher desputando homem...
- Mas é isso que rende audiência, Carlos!
- Disse o diretor da emissora tentando defender o autor.
- O autor aqui sou eu meu amigo! Você cuida da sua parte que é marketing! Eu sei que você chegou à essa posição puxando muito tapete! Duvido que você escreva algo com um terço de qualidade que meu roteiro, demorei meses para escrever essa trama.
-Tempo desperdiçado à toa, com essas histórias maçantes.
-Então porque você não vira autor tendo em vista que você é tão bom assim?
-Temos que inovar, inclusive, ontem à noite eu escrevi um roteiro bem melhor que esse seu que demorou meses – disse o marketeiro tirando do bolso um papel de caderno.
-Ah! Não acredito? Que merda é essa!? Uma fábula?
-Espera aí seu autor de merda, se liga isso sim é novela rapá! Bom pessoal como vimos nessa novela anterior, é grande a influência das novelas no povo, colocaram a Flavia Alessandra fazendo aquelas dancinhas escrotas no poste e as mulheres saíram por aí procurando cursinhos para aprender a dança. Desta vez, temos uma personagem é recatada e quer casar virgem, mas o seu namorado não agüenta mais esperar, então ela decide dar o ... bem como eu posso falar... bom ela decide liberar esgoto para o namorado dela.
Nisso todos na sala começaram a rir, até mesmo o autor, mas ele não contente:
-Peraí! Isso não é brincadeira, vai dizer que não seria bom incentivar as mulheres a fazer sexo anal, vai me dizer que se a moda pegasse ninguém aqui gostaria?
-Vai à merda! Disse um dos representantes de outra empresa interessada em fazer propaganda.
-Cala a boca aí Negão, eu sei que pra você tanto faz, pois você vive se atracando com outros machos! Todos da sala sabem que te pegaram na sala de arquivo junto com o Tião com as calças tortas.
O Negão foi pra cima de Carlos e ali estava feita confusão, com aquela encrenca, Carlos foi demitido e a novela que foi ao ar foi mesmo a do autor João Emanuel. Meses depois Carlos está voltando de uma entrevista e em todo o caminho ouve pessoas comentando sobre a novela e desejando a morte da vilã, Carlos pensa consigo mesmo como pode esse povo ser tão tonto, como pode eles sempre morderem o mesmo anzol, ficou puto com os rumos que sua vida tinha tomado, de diretor de empresa a executivo desempregado, chacota do pessoal do ramo. Carlos chega em casa e liga a secretária eletrônica “Chuuuuuuuupaaaaaaaaa!!! Carlos filho da puta! 43 Pontos de ibope!!!” era o autor se vangloriando do sucesso. Carlos chegou em seu limite, 2 dias depois foi encontrado morto, havia cometido um suicídio, mas não vá achando que ele era um idealista que se matou por conta da burrice do povo, junto dele foi encontrado um bilhete:
“Eu só queria comer um cuzinho!”
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1.6.08
À você jovem
Há a possibilidade de ser um jovem estudante do Ensino médio, que vai à escola por pura e simples obrigação, também existe a possibilidade de estar num cursinho pré-vestibular estudando para uma prova que pra você é como uma loteria, o sucesso vai depender da sorte, mas como sorte é você quem faz, melhor comparar essa prova à uma roleta russa.
Existe também a possibilidade de estar cursando uma faculdade, irá desistir assim que sentir a dificuldade no árduo caminho da graduação, inventará uma desculpa para si mesmo, talvez culpe a falta de tempo para estudar ou questione sua vocação para a profissão que escolheu e tente algum dos típicos cursos fáceis de na área de humanas humanas, talvez arrume outras desculpas, de qualquer forma arrumará uma, qualquer que seja para afastar de ti a culpa, eu sei disso, todos os fracassados, perdedores, covardes, miseráveis, parasitas, pedantes, tacanhos, como você se preocupam em arrumar desculpas, sua preocupação com isso é até mesmo maior que a preocupação com a própria vitória.
Tipos como você só são bem sucedidos quando planejam fazer uma tatuagem, colocar um piercing, comprar um celular, marcar uma balada, pegar o carro do pai, encher a cara nas baladinhas open bar e etc.
Talvez seja um pouco mais comportado, não goste de balada, prefere passeios no shopping, nos barzinhos, no boliche, no macdonalds, nas lan houses, nos parques temáticos, nos parques aquáticos, se for menina talvez ainda goste de festinhas de pijama, aproveite bem esses seus programas, tire fotos e coloque-as nos murais de seu quarto ou no seu perfil do Orkut, sempre que cair na real, por os pés no chão e sentir a sua realidade, olhe para os momentos felizes que teve, ou melhor, momentos eufóricos, assim você achará que um dia foi feliz, achará que isso é só uma fase, faça desse o seu ópio, pois viver na sua pele somente dessa forma seria suportável.
Usa de seu senso-crítico limitado para tratar com desdém aqueles que você julga ser inferior e, da mesma forma, trata com bajulação e subserviência aqueles que você julga ser superior, opaco é isso que você é, sem brilho, sem obscuridade, em cima do muro.
Desconheço a receita que usam para criarem vermes como você, não sei se é a época em que vivemos, não sei se é a televisão, a sociedade, seus pais, não sei bem o motivo desse seu caráter, não sei como germinam tantas pessoas rasas e estreitas. Você é um câncer na sociedade, só que com uma diferença: o câncer evolui, gera metástases, já você poderia até mesmo pagar IPTU, pois é um imóvel.
Não lhe desejo nada, mas se na vida cada um tivesse o que merece , você teria uma vida longa, triste e miserável e não haveria quem tivesse misericórdia de você ou de seus órfãos.
Acorda pra vida verme.
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23.5.08
A sociedade e sua decadência meteórica
Quando em outros textos comentei sobre a decadente sociedade estar caindo no conto do vigário e a cada dia ficando ainda mais escrota, recebi muitos comentários negativos de pessoas que parecem somente ter em seu vocabulário as palavras hipocrisia e preconceito.
Já ouviram falar no ditado popular “quanto mais você se abaixa, mais aparece o rabo”? Pois é hoje em dia a sociedade se encontra de rabo descoberto esperando ser enrabada pela minoria de pederastas que a cada dia vão sendo mais ousados em suas escrotices.
Houve um infeliz candidato do conselho gestor do Parque Ibirapuera, militante do movimento gay, que teve uma idéia genial: criar áreas do parque destinadas ao sexo ao ar livre. Mas não vai se assanhando não nobre amigo heterossexual, na proposta o infeliz melindroso só citou a classe homossexual como beneficiária de tal “regalia”.
Sim, além de ser escroto o candidato não foi nem ao menos democrata, parece até mesmo que ser hétero (do jeito que a natureza mandou) é crime, uma total inversão de valores, mas nem se fosse liberada pra todos uma idéia dessas deveria ser aprovada, um lugar destinado à diversão familiar não deve virar um pedacinho de Sodoma.
Ao saber da notícia muitos gays ficaram com o cuzinho (apelido irônico, pois um cu que leva tanto chumbo não pode ter proporções para carregar esse sufixo) piscando, mas acho bom não se animar, jamais uma jequice dessas seria aprovada.
Muitos dizem que liberar áreas para sexo seria o fim da hipocrisia, pois já existem pessoas que praticam sexo escondidos no parque, tal argumento não se sustenta, pois o fato de uma regra ser quebrada mesmo que com freqüência não é motivo para anula-la, se assim fosse poderíamos liberar prostituição infantil, pedofilia, guiar carros alcoolizado e diversas outras coisas que só acontecem porque os que os responsáveis por tal ato acham que nunca serão pegos, a policia deveria é descer a porrada nesses cretinos.
Se querem fazer fetiche, que corram o risco de serem apanhados e apanharem, pois como alguns afirmam “tudo que é proibido é mais gostoso”, mas se é por falta de lugar para transar que peçam ao seu governo que criem uma espécie e Bolsa Motel já que o governo Lula agrada tanto essa classe para ganhar simpatia e votos, como já dizia meu amigo Brunão “Pior que viado opinando é viado com poder de decisão”.
Pra finalizar aqui não é nenhum cristão falando, pois os gays estão acostumados a ter resistência somente de cristãos que usam algumas palavras da Bíblia para justificarem algumas de suas opiniões, coisa que não podemos levar em consideração, pois à partir daí vira uma troca de acusações, a Bíblia e as doutrinas religiosas são cheias de contradições e também nem todos acreditam no mesmo que os cristãos.
Atenção sociedade! Fique alerta, paremos de andar com as costas escoradas na parede com medo de ser enrabados, está na hora dos heterossexuais tirarem o pau pra fora baterem na mesa e proclamarem “Atenção mulheres, gays e demais espécies: QUEM MANDA AQUI SOU EU!”
OBS: Esse ano tem sido corrido, por isso deixei esse nobre espaço às moscas, ando perdendo a pratica, mas certas coisas não se esquece.
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10.1.08
Sorte do dia
3.11.07
O Pobre e a mania de grandeza
As pessoas que têm algo à provar, sempre escolhem um valor para expor, esse valor pode ser material, ideológico, espiritual ou intelectual.
Quando sofrem de D.I.G. (Delírios de Injustificada Grandeza) eles costumam se apegar em marcas que na verdade foram feitas para ricos, o pobre se mete a besta em se envolver num mundo que ele não conhece, fica na internet olhando catálogos da Bulova, Calvin Klein, Armani, Oakley, Rolex, Omega, Tag Hauer e etc. Mas como megalomania pouca bobagem, ele vai trabalhar de sol-a-sol para sustentar essa sua mania de grandeza, irá na loja do shopping que passa todo dia pra caroçar e vai comprar uma camisa de algodão egípcio que custa mais da metade de seu misero salário (isso se não dividir em 12 no cartão), usará ritualmente em todas as festas que for convidado durante anos até que ela se desintegre e vire pó. Como pobre dificilmente é convidado para festas badaladas, ele vai ser aquele assíduo frequentador de festas de amigos em casas noturnas, onde ninguém irá reparar que o tecido de sua camiseta é diferente da que o deputado distribui em campanha.
Claro que nem todos os pobres que sofrem de D.I.G. vão se matar por artigos de luxo, por sorte o povo chinês acredita no ditado “quem não tem cão, caça com gato” por isso mesmo eles estão aí até hoje no centro da cidade fazendo os produtos de luxo genéricos, lá você encontra de tudo, desde cuecas escritas Calvin Klein a Uísques com gosto de chá.
Quando um pobre entra num desses shoppings populares, se perde que nem um cachorro em mudança, são tantas coisas para ele consumir que ele não sabe por onde começar,claro que ele vai pechinchar em todas as lojas e tentar arrumar o máximo de desconto (afinal ele vai voltar a pé para economizar o dinheiro do ônibus), logo ele irá voltar com cada vez mais amigos, todos com celular que toca musica pendurados no pescoço, Nike Shox laranja com verde, camiseta laranja de time pra combinar com o “pisante”, cumprimentará os chineses com a raspadinha e soco e vão pedir desconto (rima não proposital).
Isso sem falar nos “bombadinhos” com aquela ginga de madeira-de-lei, aquelas camisetas cor de rosa e aqueles ridículos colares de bolinhas de madeira. Depois de saírem do mercado de resgate de egos, todos eles vão torcer para não serem descobertos nas baladas. Na segunda-feira quando os que ainda estudam forem para a escola ainda reclamarão se a professora mandar comprar algum livro pra fazer um trabalho.
Quando será que esse povo, que come ovo e arrota caviar, vai notar que está sendo enganado, eu não sei, a única coisa que eles conseguem provar é que seu ego é infinitamente maior que seu cérebro.
Marcadores: Verborragia



C.Q.C.M:
Sr. Brandão: