30.5.06

2 pensamentos, 1 destino

Ela olhava para a tela do computador desanimada, nem parecia que estava lá, seu olhar era distante, como que se de certa maneira estivesse pensando em outra coisa, suas olheiras bem acentuadas mostrava que não tinha um bom sono há dias, passou o dia inteiro tomando café e indo ao banheiro para passar uma água no rosto, todos no escritório notavam isso, porém tinham medo de perguntar e tomar uma patada, chegou de mau humor sem falar bom dia para ninguém.

Ele estava animado havia pulado cedo da cama mesmo assim com um sorriso enorme no rosto, passou na padaria para comer um pão com graxa e um pingado, mesmo trabalhando em uma empresa grande e ganhando relativamente bem, tinha hábitos simples, no trabalho não via a hora de chegar a hora de ir embora para aproveitar o feriadão, estava mais agitado do que de costume e comentava com o pessoal que estava louco para ir logo para a praia, fazia tempo que não saia e a todo momento ligava aos amigos para combinar as coisas.

Na noite anterior, ela que havia rolado na cama sem conseguir pregar os olhos, uma certa hora da noite levantou de vez e ficou sentada na cama, relembrando o passado e se lamentando pelos problemas presentes, caminhou para janela e começou a olhar para o horizonte, as luzes da cidade a distraia, olhava também para uma pessoa que passava pela madrugada, com passos largos e olhando para todos os lados, parecia esperar pelo pior, ela ficou por algum tempo o olhando e tentando imaginar o que passava pela cabeça dele numa hora daquelas, sozinho a noite, o vento fresco batia no rosto e por um segundo apenas por um segundo ela pensou em se jogar de lá, talvez um daqueles momentos de loucura que todos têm de vez em quando, ficou imaginando como seria sua morte, mas depois caiu em si e decidiu se afastar da janela, foi até a cozinha, bebeu um copo de água e deitou-se de novo, quando estava pegando no sono o sol já havia nascido e decidiu se levantar, porque apesar se ser braço direito do presidente da empresa não podia faltar assim do nada.

Na noite anterior ele também mal dormiu, mas por ter chegado tarde da rua, deitou-se naquele quarto que havia alugado de uma senhora, ligou a rádio e foi dormir. Acordou como sempre no mesmo horário, tomou um banho, se arrumou e olhou um retrato de sua mãe e irmãos, começou a se lembrar, daquela sua casa humilde no interior, de seus irmãos, de seu ausente pai, de sua mãe no sofá de casa sentada costurando e cantando, lembrou-se também do dia em que decidiu sair de casa para tentar uma vida nova na capital, da sensação de liberdade e receio quando saiu apenas munido da coragem, sozinho, da sensação ao chegar, das dificuldades que havia passado e que logo o dinheiro para comprar a tão sonhada casa já estava completo, aquela foi a primeira vez em anos que ele parava para pensar no passado, guardou o retrato e foi para o trabalho ainda mais animado, se sentia feliz pela liberdade.

Ela havia sido dispensada mais cedo, pois não estava muito bem, passou na casa de seu ex-namorado, mas ele não estava lá, acabou pegando um caminho com um congestionamento e ficou lá a olhar novamente o mundo com indiferença, via as pessoas apressadas, as crianças fazendo marabalismo e os bebuns nos bares enchendo a cara depois do expediente.

Ele assim que saiu passou no posto e falou para encher o tanque dizendo ao velho conhecido do posto “É hoje que eu vou pra Miami” dando tapinhas no tanque da moto, colocou um óculos escuro na cara, desceu a rua e viu aquele engarrafamento, mas não havia engarrafamento que iria o impedir, começou a pegar os corredores, um a um, deixando alguns motoristas irritados.

Finalmente ela já estava perto da faixa e parou para olhar um garoto todo sujo que se divertia num canteiro de areia próximo a pista, mas foi interrompida por buzinas que avisavam que o farol já estava aberto, mas quando foi acelerar o farol voltou a fechar recebendo assim vários xingos, o farol estava para abrir quando ela pisou fundo e acelerou para sentir uma certa liberdade naquele ato, mas quando estava já há mil se assustou e freou bruscamente fazendo os outros carros também frearem num efeito dominó até que um motociclista voou por cima de alguns carros e foi parar perto de um ônibus, o povo horrorizado olhava pela janela, ela se aproximou em meio a roda de gente que o cercava e ficou olhando a cena perplexa não pôde deixar de sentir a culpa e tentar imaginar o que ele sentia no momento, o que passava por sua cabeça naquela hora, não conseguia parar de olhar para o infeliz que suspirava com sangue no rosto fazendo bolhas de ar com sua respiração fraca, o sangue grosso na guia, a tremedeira em seu corpo, aquele olhar vazio, sem expressão, mas que dizia milhares de coisas.

Ele via todos ao seu redor desesperados, olhando com nojo, em estado de choque e aquela roda de gente que nem sequer tentava o ajudar, não pensou na família, não pensou em nada, só não sabia que no dia em que morresse conseguiria achar graça no vestido ridículo que a mulher que o olhava estava usando.

Assim que chegou o resgate ela fitou o bombeiro e ficou tentando imaginar o que passava pela cabeça dele naquele momento, de repente ela viu o garoto do canteiro olhando para o corpo do motociclista, e olhou para o garoto tentando imaginar o que o garoto estava sentindo naquele momento e o que ele estava pensando, também pensou no que o garoto pensou que o motociclista tava pensando naquele exato momento, se é que o garoto tentava imaginar o que o motociclista pensava, de repente ela viu um homem a olhando, e tentou imaginar o que ele estava pensando e se ele também estava tentando imaginar o que ela estava pensando, e se estava, se sabia que ela estava tentando imaginar o que ele estava pensando.
Parou um pouco olhou para o cachorro que latia feito um cachorro na pista, e ficou tentando imaginar o que o cachorro estava pensando, se é que estava pensando, o que ele achava que ela pensava que ele pensava...

Pensar enlouquece, pense nisso!

Nota: Essa mulher cujo nome Márcia Jesus Guilhen deve ser mantido em sigilo, hoje se encontra num hospício fazendo um tratamento intensivo. Posso te fazer uma pergunta? O que você pensa que eu estava pensando que você iria pensar ao ler esse texto, será que você sabe o que eu imaginava?Porque se você for ver bem...

28.5.06

Pedância no hábito de ler

Não é de hoje que acho uma tremenda ignorância comparar a quantidade de livros que um individuo leu, com sua sabedoria.
Não é de hoje também que vejo nego se vangloriando de seu habito de leitura, enchendo a boca para falar de seus autores favoritos, citando frases de efeito como se fosse a coisa mais bonita que uma pessoa poderia fazer.
Pobres diabos que são, tudo o que sabem é proveniente de idéias alheias e só levam em consideração idéias que já lhes convém. Um exemplo muito atual disso é a febre do Código Da Vinci, a maioria das pessoas que já discordavam da doutrina da igreja católica leram, pois era conveniente já que o livro atacava a igreja católica, muitos abraçaram aquilo como uma verdade absoluta, mesmo o próprio autor afirmando se tratar de uma ficção, depois querem criticar a ingenuidade dos católicos que obedecem padres e a bíblia.
Esse povinho moderno realmente é uma raça escrota, é só pegar uma revista que você vê a lista dos Best Sellers, realmente é uma lista medonha, livros em sua maioria de auto-ajuda ou então essas febres passageiras, como uma pessoa se põe a ler um livro de uma tal de Bruna Surfistinha? Uma prostituta que contratou outro prostituto literário para escrever detalhes picantes de sua vida e agora casou com um nabo qualquer e faz agora essa pose de Madalena Arrependida, até o filho do Ozzy já escreveu um livro, escrever não uma coisa impressionante, muito menos difícil.
O papel nada mais é que a memória da humanidade, qualquer história, pensamento, descoberta e rotina pode ser descrita em palavras, durante séculos e séculos o pensamento da humanidade foi imortalizado nos papeis deixando assim uma preciosa herança aos que viriam logo após, daí um individuo qualquer que absorveu tudo isso de mão beijada, além de tentar ser mais inteligente que seus contemporâneos, ainda tenta ser mais inteligente que todas as gerações anteriores, a diferencia primordial nesses sujeitos e alguns nomes imortalizados é que eles usavam a escrita como um fim e não como um meio, um meio de se auto-afirmar, um meio conseguir dinheiro, um meio de tagarelar nas rodas de amigos, raça escrota e pedante!

26.5.06

O papel das estagiárias

Ver a dona da bocaVai me dizer que você não reconhece essa boca? Tá bom, tudo bem você não tem obrigação nenhuma de saber de quem é essa boca, mas com certeza Bill Clinton a conhece bem, isso mesmo essa é a boca da ex-estagiária e ex-putinha do também ex-presidente, sei vocês devem estar se perguntando porque que eu estou remoendo escândalos passados não é?
E eu explico meu nobre leitor, estava mexendo em minhas revistas e lembrei desse caso, que foi um dos piores escândalos da Casa Branca, todos se impressionaram com a noticia que Bill Clinton estava dando umas ‘apertadas’ na estagiária, como eles são inocentes, que chefe que não dá umas apertadas na estagiaria, ou pelo menos tem vontade?

O stress de um cargo importante deixa qualquer um de cabelo em pé, e como o stress é uma rodovia de mão dupla, o estressado vai descarregar em alguém o mau-humor deixado pelo stress, quantas vezes você subordinado não tomou uma carcada do seu superior somente pelo fato de ele estar mal-humorado? E é aí que entra a estagiária, caso ela não seja gostosa ou não dê bola ao superior com certeza vai tomar carcada, caso contrario ela faz um agrado ao chefe e pronto! Aquela pessoa mal-humorada não existe mais, sai da sala com o sorriso na orelha e até se esquece da vida. Isso era o que acontecia com Clinton, se aquele salão oval falasse com certeza teríamos boas histórias para contar, daí também vem a explicação de porque Bush só pensa em guerra, a primeira dama não é lá essas coisas, ele não tem estagiaria (pelo menos não uma como a de Clinton), arrumando um método de descarregar o que ele faz, fode o Oriente Médio em vez de foder uma estagiária, assim que ele conhecer uma Mônica Lewinsky da vida verá que não precisa derrubar sangue no Iraque, pois sangue bom é sangue de buceta (sinto muito, mas vai ser sem pudor mesmo), os inimigos dele atacam pelo lado errado, em vez de ficar planejando atentado mandem uma estagiaria para Bush, de preferência uma especialista em massagens e praticante de sexo tântrico e pompoarismo, ele irá agradecer e com certeza esses jovens que o odeiam também.
Descubram a data de aniversário dele e mandem um bolo com a estagiaria dentro cantando “Happy Brithday” igual a Marilyn Monroe, que na minha opinião teve o mesmo papel.
Pena que não temos nenhuma mulher na função da presidência, senão com certeza me candidataria para um estágio, enquanto esse dia não chega fico aqui eu, sem estagiaria, sem superior do sexo feminino e tomando carcada do chefe, ninguém mandou arrumar estagiário do sexo masculino...




25.5.06

Novas tribos urbanas

Fazia um tempo que não andava pelas ruas só para me distrair, nessa quarta tive essa oportunidade quando fui resolver um problema no fórum do centro da cidade e aproveitei para comprar uns DVD´s, porém as ruas mudaram não é mais a mesma coisa, as ruas não é mais uma selva de pedras em que todos são seus inimigos, não é mais esse filme de drama, hoje se encaixa melhor no gênero da comedia, não existe coisa mais cômica que os adolescentes de hoje.

Olhava para um dos lados, via um grupinho de gente de preto com sobretudos enormes, maquiagem pesada, camisetas de bandas decadentes e tatuagens com anjos da morte, caveirinha ou demoninhos, o sol estava de rachar, não entendia como poderia uma coisa daquelas.
Logo mais a frente via outro grupinho, desta vez com bonés de redinha ou cabelos jogados nos olhos, camisas com gravatas(social), calça jeans e tênis (esporte) e a velha maquiagem também marcava presença, só que mais leve apesar de ver um fulano com uma lagrima desenhada no rosto, passei olhando para ver se eles estranhavam, mas ficaram de boa, pareciam já estar acostumados a serem repulsivos.
Mais à frente vejo um bandinho um pouco diferente desta vez tinha uma diversidade, não eram todos brancos rosadinhos ou pretinhos pintados de brancos, eram normais quando chegaram mais perto pude perceber que se tratava de outro bandinho com gostos iguais, todos estavam de Nike Shox que certamente haviam adquirido de algum coreano dizendo “Compla tênis” no centro da cidade, alguns estavam sem camiseta deixando transparecer correntes de “ouromínío” e o resto da vestimenta com marcas com Nike, Reebok, Adidas, Diesel, Rusty entre outras, com cores bem chamativas, provavelmente de mesma procedência que o tênis quando passaram por mim pude notar a pronuncia “Ce tá ramelando na menesqüência”, depois daquela excursão aos bastidores do circo de horror, percebi que essa é a nova tendência – AS TRIBOS.

Góticos: Se fosse outra pessoa poderia sentir muita pena desses tipos, mas pelo contrario tenho uma enorme vontade de enforca-los com o próprio intestino delgado após faze-los engolirem cada um de seus “poemas” junto com suas camisetas do Evanescence, Nightwish, The Cure, Lacrimosa e todos esses outros grupos de chorões enrustidos de seres do “mal”, como se estivessem dizendo a sociedade “Não mexam comigo sou seu pior pesadelo!”.Gostaria de desfigurar a faceta de cada um sem borrar a maquiagem, alguém avise a esses tipos que o Haloween acabou, que eles não são londrinos, que eles não são protagonistas de nenhum filme de vampiro, que cemitério é lugar de defunto e se eles rejeitam tanto a vida se matem logo de uma vez, ficar pelos cantos lendo a letra traduzida de outros desesperados não irá ajudar em nada, o pior é que eles tentam aparentar ter uma ideologia por trás disso tudo, tenho uma maneira simples de enfrentar os problemas da vida – se tem solução, pra quê se preocupar, se não tem, preocupar-se não vai mudar em nada, então foda-se, vai viver porra!

Emo Core:Acho ridículo esses indivíduos que ficam por aí imitando bandas americanas, com musicas extremamente pobres, de letras, de ritmo, de melodia, não servem nem pra dançar, nem pra ouvir, nem pra reflexão.O fato de você ouvir um tipo de musica não o obriga a seguir o figurino só para dizer que você ouve, pior ainda é ouvir esses lixos e vestir a camisa, literalmente, a onda agora é musica depressiva, sarjetas como as chamo, não tem coisa mais fácil que vender depressão para esses adolescentes covardes e carentes.

Falsos Playboys: É foda como certos tipos de gente se ilude com o status, mas o pior é esse falso status de vestir roupas genéricas de marcas famosas, usar correntes pintadas de amarelo, tênis de mola que todo Zé tem um e todos sabem que são do “mercado paralelo” o pior é saber que mora num subúrbio qualquer.Vejo isso faz tempo, os nabos estão sempre tentando dar um jeito de ser alguém, chega a ser ridículo esse sonho de status, é como uma peruca, todo mundo sabe que o individuo usa peruca, mas ele acha enganar alguém, assim são os panos genéricos.

Falsos malandros: Assim como existe pobre querendo mostrar status, existe boy querendo dar uma de malandro, vivem por aí com camisetas enormes, todos enfeitados, curtindo rap (muitas vezes até um Marcelo D2) e tentando ser malandros para ver se chamam a atenção das menininhas.Enquanto os malandros de verdade estão traçando as irmãs deles, eles estão sonhando em pegar um autógrafo do Mano Brown.

Depois reclamam do uso da força, esses aí deveriam ter uma boa dose de terror em suas vidas para enfim ser como nós, pessoas saudáveis.

24.5.06

Sentar para escrever

Para escrever algo, não basta somente ter um bom conhecimento gramatical e erudito, o que vale mesmo é ter algo para dizer, ter algo que queira passar aos outros e junto com ela a imaginação que nem sempre tá nos seus melhores dias. As idéias não surgem do nada, sempre vêm impulsionadas por situações do cotidiano, algum longo período de reflexão e também por influencia de idéias alheias.

Várias vezes eu tentava escrever sobre determinado assunto, só que quando eu sentava para enfim escrever, não conseguia, precisava organizar as idéias para transmitir melhor e de forma mais clara o meu ponto de vista, aí eu dava um tempo e tentava visualizar em minha cabeça como ficaria o texto, muitas vezes acontecia de eu na internet ler exatamente o que eu tentava descrever e estava quebrando a cabeça para isso, bem ali na frente às vezes até com idéias a mais.

Mas ninguém fica feliz quando acontece algo assim eu mesmo já pensava “Porque eu não pensei nisso antes?”, mas aí já era, muitas vezes chegava a cogitar a idéia de copiar na cara dura o texto, mas pensava direito e reconhecia que era mais prejudicial a quem copiava do que para alguém que é copiado.
Ser copiado é uma prova que quem o copiou admirou tanto o texto a ponto tentar levar os créditos, de arrancar os louros da coroa, copiar é humilhante é uma espécie de frustração pelo talento alheio, você pode não ser descoberto, mas você mesmo saberá que não é tão bom assim. Mas o pior é ser descoberto, pois todo o seu conteúdo, mesmo que seja original, terá a desconfiança de quem lê, já vi isso um monte de vezes em sites pouco conhecidos, copiando na cara dura sites conhecidos e quando a casa cai o dono da “obra” esculacha mesmo.
Não tenho esse tipo de preocupação, pois não acho que escreva bem a ponto de ser copiado, escrevo por distração mesmo, caso eu não tenha o que escrever, simplesmente eu nem escrevo, leio outros textos e espero ficar no clima para escrever, por isso não estranhe caso eu fique algum tempo sem escrever, não costumo “guardar munição” se der pra postar 10 coisas num único dia eu posto, senão fica sem mesmo...

23.5.06

A Fé de um velho cachaceiro

Zapeando nos canais da TV numa madrugada qualquer, parei na Rede Record, estava passando aqueles testemunhos da Igreja, e tinha um tiozinho com uma aparência esquisita, de terno antiquado na cor pastel, calvo, dentes amarelados - enfim típico sofredor do subúrbio.
Começou a falar que a Igreja mudou a vida dele, que aceitou Jesus, e hoje tinha uma vida digna, falou do seu passado, em que bebia, fumava, ia pros puteiros, batia na mulher e na filha, o dinheiro não sobrava, que quase foi despejado, que tinha problemas de saúde, enfim uma vida miserável, chegou a tentar meter um balaço na cabeça. Depois que começou a freqüentar a IURD, sua vida havia mudado, não brigava mais com a mulher nem com a filha, o dinheiro começou a sobrar, sua saúde nunca esteve melhor, enfim uma vida abençoada graças a Igreja, dizia que os encostos deixaram sua vida a partir do dia em que fez a corrente para a libertação.Vendo todo aquele discurso, comecei a me questionar de forma racional, qual que era do tiozinho...Veja pelo lado lógico, o velho bebia cachaça que nem louco, ia para os inferninhos, chegava em casa ouvia merda da sua mulher e descia a lenha na safada, vagabunda da filha se intrometia e apanhava junto, com as noites mal dormidas, o excesso de bebida e de cigarro claro que sua saúde não iria ficar uma maravilha.Claro que vai sobrar dinheiro, o cara parou de gastar dinheiro com bebida, cigarros e putas, claro que ele não vai mais bater na mulher nem na filha não tem mais a 'marvada' na mente, claro que sua saúde vai melhorar está mais que provado que sua saúde piora com esses vícios, enfim sobrava dinheiro, não tinha mais briga, não tinha mais problemas de saúde, mas nada que um AA não resolvesse.
Cada um atribui seu problema e sua solução à um fator, esse caso não é diferente ao dos que procuram auxilio na macumba, psicoterapias, meditações e diversos outros tratamentos. É como dizem: O sábio aponta para as estrelas, o tolo olha para o dedo...

22.5.06

Birras e joguinhos femininos

Quantas vezes você, homem, estava numa boa com a sua namorada e de repente do nada, ela começa a te falar um monte de coisas que nem condizem com a situação, e você meio intrigado se pergunta “O que eu fiz!?”, na certa você nunca acha resposta, pois você não fez nada realmente, o problema está na cabeça da mulher, você procura um erro em você quando na verdade o problema está bem na sua frente, falando e xingando.
Não é à toa que o que mais se vende hoje em dia são os livros de auto-ajuda, o termo já se contradiz, pois se é auto-ajuda, pra quê você precisa da opinião alheia ou da solução alheia para os seus problemas, a auto-ajuda é uma coisa extremamente feminina, se você é homem e lê isso, há algo de errado com você tenha certeza.
Muitas mulheres ainda estigmatizam o homem como aquele ser que vive sentado na poltrona, tomando cerveja e assistindo partidas de futebol (se você mulher realmente tem um parceiro assim me desculpe), meu pai por exemplo nunca foi esse tipo de homem, sempre foi ativo nunca gostou de sedentarismo mesmo assim sempre fui obrigado a presenciar minha mãe falar um monte de merda pra ele – igual aos que eu ouço hoje – mas meu pai simplesmente não se preocupava, ao contrario ria da cara dela e ela acabava desistindo.

E é isso que eu enxergo em muitas mulheres, ela desliga o telefone na sua cara, esperando que você ligue para se desculpar de sabe-se-lá-o-que, elas começam a andar na frente dando uma de irritada, mesmo assim quer que você faça o mesmo trajeto que ela, os que conhecem e vêem aquilo já reparam existe algo de errado, além de não resolver nada, você passa vergonha.
Meu pai sempre deu a instrução para isso, sempre quando acontecia algo eu já cortava e falava que não gostava desses joguinhos de ver quem é o primeiro a ceder, se a garota andasse na frente ela não iria mais me ver atrás, se ela desligasse na cara eu não iria retornar a ligação, essa foi uma forma de me desfazer de mulheres que só me faziam passar vergonha ou dor de cabeça procurando coisas erradas em meus atos.
Eu simplesmente não entendo esse tipo de complexidade no relacionamento, aposto que nem a tal da Zíbia Gasparetto enxerga isso, mesmo assim tenta passar seus pensamentos distorcidos para outra mulheres.
Homens, ao contrario do que muitas pensam, são diferentes e muitas vezes o problema não está nos homens de forma geral, mas sim o modo que determinado individuo enxerga uma relação, ou será que as relações lésbicas não têm esses desentendimentos?

Brigar é viver!

Brigar não é um ato infantil, ao contrario é uma terapia, uma coisa inerente a qualquer ser vivo que não rejeite os seus instintos, as brigas podem ser por diversos motivos, por raiva, por vaidade, por respeito, por dinheiro, por falta de paciência, por prazer, enfim os motivos não faltam, violência é necessária, se você nunca chutou o rosto de alguém, não sabe como é bom! Se você nunca tomou um chute no rosto, te cuida que sua hora um dia chega.

A década de 90: Você estava em casa tranqüilo e do nada chegava alguém em sua casa te chamando pra jogar bola e eu pensava “Mas eu sou ruim pra caralho!” no meio do caminho já lhe falavam que tinha uma treta com os caras do outro bairro, a cada poste já era montado o arsenal era pau, pedra, garrafas, faca de cozinha, bambu, fio, lâmpadas fluorescentes e etc...
Quando chegávamos ao local da briga lá estavam os outros caras, e não tinha discussão, o bagulho era porrada mesmo! Sempre tinha um trouxa que voltava no prejuízo, mas sempre era bom botar o pânico nos outros muleques, mesmo porque sempre quando viam que não tinha mais jeito corriam deixando um pobre diabo pra trás, sempre tinha um piedoso que tentava apaziguar, mas tinha mais trogloditas que piedosos, as vezes os fazíamos de reféns para os outros voltarem ou batíamos e mandávamos algum recado.

Os mais velhos na década de 90: Mais divertido que brigar em bando, era brigar em bando ao lado dos caras mais velhos, que quase sempre arrumavam um carro qualquer lotava de gente e ia atrás do infeliz, nós sempre íamos a pé, pois os caras não gostavam que fossemos, mas depois quando estava tudo sobre controle eles deixavam a gente dar uma umas pauladas na mão deles, urinar neles quando caídos, cuspir na cara e etc. Voltávamos para casa comentando e loucos para arrumar briga com mais alguém, talvez muitos traumas foram criados em cima de nossos atos no Ipiranga.

Na escola: A Sobrevivência na escola dependia simplesmente de uma coisa: com que você anda. Se você andasse com um monte de Zé, na certa você iria ser zuado por alguém e iria ter que sair na mão com alguém, mas isso também não significava que você apanhava por causa disso, mesmo assim quem andava com os Zés era propriamente um Zé, e um Zé sempre foge da briga com a desculpa “Os outros vão entrar se eu ir pra cima dele”, por isso a maioria das brigas eram protagonizadas por pessoas no mesmo nível. Quase sempre as brigas surgiam na sala durante alguma brincadeirinha e vinham os gritos “Iéééééé!”, aí então era a hora de dizer “Cê tá fudido na saída” falou isso já era, não adianta que ninguém irá se esquecer, ou você sai mais cedo ou briga na saída na frente de todos da escola, as meninas olhando, alguns gritos do tipo “Eu quero ver sangue!”, outros fazendo apostas e essa era a vantagem de você ser um fanfarrão, sempre tinha um outro fanfarrão que vinha no ouvido e falava “Se você estiver apanhando eu entro”, você já ia pra briga bem mais seguro pois sabia que um fanfarrão que se preze nunca separa briga, chega dando bica do pescoço pra cima.

Meninas brigando: Era um pouco mais raro de ver briga entre as meninas, por isso quando tinha uma era inesquecível, se as garotas fossem feias era ótimo ver as barangas se pegando e saindo totalmente despenteadas, se as garotas fossem bonitas era melhor ainda, além de ver uma briga sempre tinha a possibilidade de um tomara-que-caia cair, de uma camiseta rasgar entre outras coisas, tinha os espertinhos que separava a briga e já arrancava uma casquinha. Tinha também o caso de ser uma feia forte contra uma bonita indefesa, nunca rolava, pois tem coisa pior que você ver um tribufú arrebentando uma gatinha, eu me continha e esperava que a gatinha desse um cacete na outra, mas na hora aparecia um herói, separava a briga e levava a mais gatinha pra casa pra ver se catava, mas dificilmente dava certo.

Hoje em dia: Hoje só quem gosta de brigar são esses pitboys, rato de academias, skinheads e boyzinhos membros que alguma tribo ou gangue. Somente em casos extremos as pessoas normais brigam e caso seja preciso o povo já resolve tudo na bala mesmo, essa é a tecnologia a nosso serviço.

Link 02: Porrada no chefe!

Nesse flash, você usa objetos do próprio escritório para bater no seu algoz, dá pra divertir-se, só toma cuidado para não ser flagrado!

Espanque seu chefe!

21.5.06

Balada de Sexta-feira

Esse dias os amigos do trabalho me chamaram para eu ir numa balada com eles, no começo me recusei, pois sempre detestei baladas, grandes conglomerações de pessoas reunidas num lugar quente e abafado, lotado de mulheres interesseiras, que chegam sempre cedo para pegar a promoção “Ladies Free” ou vão com o passaporte VIP que não passa de um talão de desconto já que você não tem vantagem nenhuma com uma dessas entradas VIP’s – a não ser a de não pagar o preço normal.
Enfim me recusei, mas eles passaram a semana inteira me enchendo o saco até que eles falaram que Felipe: o estagiário iria, aí não agüentei, pois sempre gostei de zuar ele, que inclusive é bem esperto, conversa bem e tal, decidi ir só pra ver se o tal do estagiário era tudo isso mesmo que falava com freqüência pra gente.
Certo chegou sexta, marcamos de nos encontrar na porta, vesti uma roupa qualquer e fui, lá na porta já vi que tipo de balada era (o nome era Mood, balada Black que fica em pinheiros), umas meninas de boinas, outras lotadas de creme no cabelo que chegava a deixar um cheiro estranho no ar, fora os nabos com Nike Shox (talvez comprado de um chinês no centro da cidade) e correntinha pra fora.

Chegando lá dentro, fora o calor até que era agradável, tinha um pessoal cometendo seus excessos e passando vergonha, alguns por beberem demais, outros por querer parecer bem-loucos, fiquei só no bar, meio encostado observando o pessoal enquanto bebia um Whisky, aí eu percebi que tinha uma garota do lado que não parava de me olhar, fazia tempo que eu não dava idéia em ninguém, resolvi praticar um pouco, já que não tinha nada a perder mesmo, comecei com um velho papo-furado e tal só colhendo informação, falando umas besteiras e fazendo uma certa pose pra beber até que ela veio querer me dar um corte "Você acha mesmo que vou ficar com você só por que é bonitinho e tem esse papo mole?" aí eu nem respirei já pra não ficar sem-graça e botei meu lado arrogante pra fora “Não, você vai ficar comigo porque sou bonito, tenho esse papo mole e tenho dinheiro!”, depois de falar isso achei que a garota iria sair andando, mas não! Ela sorriu e disse “Você é engraçado”, conversei um pouco mais e acabei pegando a garota, que até me chamou pra dançar, as eu ao quis, fiquei olhando o estagiário dançar e não é que ele pegou umas 3 garotas lá ? Não era mentira dele não! Peguei o telefone dela, mas nem liguei, não trocaria ela pela minha mesmo, nem fudendo. Enfim continuo não gostando de baladas...

Não gosto de blogs

Parece uma puta ironia, mas é a verdade, eu não suporto blogs.
Claro existem exceções, mas a maioria é uma merda, detalhes sem-graça da vida de alguém que inclusive cita nomes e fala detalhes bobos de cada um de seus dias, fotologs que em sua maioria são aquelas meninas com um estilo todo dark tentando serem diferentes de todo mundo, mas iguais uns aos outros, que ouvem o que não presta, passam o dia inteiro assistindo a MTV e escrevendo em seus blogs ou então garotas tirando auto-retratos para colocar na internet para que os marmanjos C.N. (Come-Ninguém) levantem seus egos com elogios baratos ou ainda aqueles que se dizem poetas e escrevem coisas se sentido com metáforas toscas.

Mesmo que as vezes o blog é bom, o formato não me agrada muito, fica meio desorganizado eu prefiro sites mesmo, é mais organizado, você quer ler um determinado texto, não precisa ficar sabendo o dia em que foi publicado, é só saber o nome e já era é muito mais pratico, fora que nem sempre você tá inspirado e muitas vezes um texto que ficou muito melhor precisa dar espaço a outro meia boca ou algum comentário banal e quem acessa dificilmente acessa os arquivos, eu mesmo só acesso caso eu já leia na página principal um texto realmente interessante.

20.5.06

O limite entre o Fanfarrão e o Fracassado


O Fanfarrão sempre foi uma figura, forte, audaciosa, apesar disso o fanfarrão beira o limite entre a Fanfarronice e o Fracasso.

Exemplo disso é o de Edílson, um fanfarrão de primeira, conhecido em sua escola como Bactéria, um apelido que ganhou dos amigos da sala, era amado por todos, adorava fazer gracinhas para todos rir, inclusive ele próprio que muitas vezes é o único a rir, enfim um fanfarrão.

Foi na excursão para o Playcenter que ele viu a oportunidade de fazer uma farra daquelas, ele e seus amigos fanfarrões decidiram fazer uma brincadeira adolescente muito conhecida, uma espécie de arrastão reúnem-se uma turma, saem abraçados, pulando e cantando alguma musica “U! Uhu! Eu sou seu pitbull!!! U! Uhu! Eu sou seu pitbull!!!” é a mais usada, eles localizam a preza que pode ser grupos de garotas ou garotas sozinhas, depois de localizar, vão em sua direção, repetindo o ritual já citado fazem uma roda em volta da preza e um dos integrantes já diz que ela ou elas só poderão sair da roda caso beije alguém. E é aí que muitos fanfarrões vão direto ao fracasso, na roda a garota tem duas alternativas: Tenta sair de alguma forma sem beijar ninguém. Escolhe o mais bonito e beija.

Bactéria, e seus 19 amigos, não pararam desde que chegaram, arrumaram algumas brigas, mas mesmo assim não param de pular de um lado para o outro, a essa altura todos já beijaram pelo menos uma vez, com exceção de Bactéria, que já não está mais com aquela vitalidade do começo, pula meio desanimado e sua voz quase não sai, o sorriso já não é mais aquele do inicio da tarde, nessa altura o garanhão da turma já repara isso e tenta ajudar Bactéria:
-Então mina! Beija esse aqui ! Apontando Bactéria com a cabeça.
-Mas eu quero você! Quero beijar você! Diz a garota se aproximando dele.
-Cata o cara aí ó! Ele ainda não beijou. Apontando novamente para Bactéria.
-Ou eu beijo você ou eu não beijo mais ninguém! Diz ela após olhar para Bactéria.
-Aí mano eu tentei! Dizendo para Bactéria e em seguida já beijando a garota.

Bactéria vê aí que sua aparência medonha não atrai os garotas, infelizmente não é só ele que vê isso, seus amigos começam a zua-lo, se vingando assim de vários vexames que ele fez cada um passar, até que o mais nerd se envolve e começa a zuar também, vendo isso ele vai pra cima do infeliz achando que o fato de ele ser nerd interfere na hora de brigar, tomou uma surra do nerd, teve sorte dos seus amigos separarem a briga quando ele gritou “Separa pelo amor de Deus!!!”.

Esse foi o fim da carreira de fanfarrão de Bactéria...

18.5.06

Operação Bola de Cristal

O quadro do Fantástico “Operação Bola de Cristal” é um ótimo quadro, porém não surpreende pessoas já céticas, que é o meu caso. Por outro lado é muito útil para ver se esses crédulos inocentes deixam de serem otários, que têm medo de duvidar ou é muito ingênuo para desconfiar, quando passava um programa parecido no People and Arts (da tv a cabo), eu já desconfiava, o cara falava só coisas obvias é mesma coisa que eu chegar num bairro de periferia e dizer “Eu estou sentindo que alguém muito próximo de você, foi preso ou está preso” é aquela velha história que um dia ouvi:

Se um relógio ficar um dia inteiro parado, mesmo assim ele estará certo duas vezes ao dia...

Assim são os adivinhos ou videntes, vão chutando, uma hora eles estarão certos assim como o relógio, quanto aos erros ninguém repara. Já faz um certo tempo que rolou um desafio que daria 1milhão para quem provasse que tinha poderes paranormais, ninguém conseguiu provar nada, no fim a maioria nem foi lá, pois sabia que ia sujar.

História 01: Pherseu, o solitário

Texto excluído

17.5.06

Link 01: 1 câmera, 2 peitos e um pai.

Papo furado na GNT

Parece machista mas é a realidade, mulher quando tenta ser inteligente e liberal só fala merda, são poetas enquanto estão com a boca fechada (ou aberta pra fazer outras coisas) exemplo disso é aquele programa no canal GNT chamado Saia Justa, um programa em que 4 mulheres ficam no sofá falando, nada mais que isso 4 mulheres falando somente.
Dias desses estavam falando sobre as novas “tendências sexuais”, que talvez daqui pra frente o pessoal bissexual iria ganhar mais espaço e que as relações heterossexuais se tornariam cada vez mais raras e também sobre a normalização dessas “tendências”.

Márcia Tiburi uma das apresentadoras, até soltou a máxima “Antes a família que tivesse um gay era anormal, hoje é anormal a família que não tenha um gay” muito infeliz essa pobre foi nessa afirmação, mesmo assim lá na frente quando as quatro estavam falando que achavam legal que no EUA esteja tão liberal uma delas falou que o presidente Bush devia odiar aquilo e Márcia Tiburi soltou outras de suas pérolas “O Bush é VEADO(pausadamente)” e ainda repetiu umas 3 vezes, então chegando a conclusão:
As quatro posam de “liberais” defensoras da “liberdade sexual” mas quando é para agredir alguém verbalmente chama de “VEADO”(repare não foi nem viado foi veado!), pra mim esse povo liberal tem tanto preconceito quanto nós, mas tentam posar de modernos.
São pessoas que lêem meia dúzia de livros que consideram bons, assistem bastante televisão e geralmente tem solução para os problemas de todo mundo - menos os dela - quando estão com problemas compram um livrinho de auto-ajuda talvez de Zibia Gaspareto e tentam entender os problemas - pedancia pura!


Na verdade esse programa é uma espécie de cabelereiro ou manicure.

As Vendas ativas

Não é de hoje me chamam de antiquado, me chamam de ranzinza, até mesmo de fascista, o que não me importa. O mundo se tornou um lugar medíocre de se viver devido a idéias de bestas antropomórficas que habitam junto com os homens de verdade, uma prova fácil disso é esse tal marketing corporativo.
Hoje não se pode mais andar em paz na rua que facilmente somos abordados na rua por pessoas querendo lhes vender algo, fazer pesquisa, pedir para fazer cartões, pedindo para mudarem de religião, enfim querendo sua atenção de alguma forma para poderem lhe vender o peixe, antes fossem só os mendigos e deficientes.
Até os mendigos são mais dignos que essa raça, os mendigos estão pedindo algo para eles próprios, já os vendedores ativos estão com aquele extinto coletivo de alcançar metas de suas empresas por pura obrigação profissional, já que assim pretendem ganhar um aumento de salário, uma promoção, uns brindes ou talvez até mesmo um simples reconhecimento por parte de seus superiores.

Geralmente eles escolhem pessoas extrovertidas, bonitas e sem-vergonhas, se é a primeira vez que ela trabalha com aquilo eles vão fazer o máximo para que o individuo acabe sentindo prazer em vender coisas pros outros, dependendo da empresa chegam a casos extremos de fazer quase uma lavagem cerebral no nabo.
O resultado disso são essas pessoas que dizem adorar vender, alcançar metas, querer que a empresa vá bem para algum dia alguém reconhecer o talento deles.
Existe toda uma “cultura” para esse ramo, motivando a pessoa a correr atrás de seus objetivos profissionais que na maioria das vezes é ser promovido e um dia ser igual ao seu supervisor e motivar outros a ter o mesmo sonho e assim vai seguindo o ciclo.
Em busca desse “sonho”, o individuo acaba se tornando uma quadrúpede, muitas vezes até já são umas quadrúpedes, só basta alguém colocar a sela em seu dorso e ir cutucando com a espora (o que as empresas fazem com gosto), acaba mentindo pros outros na rua ou no telefone - que é o caso do Telemarketing - em prol de um “sonho” que lhe metem na cabeça.

Esse pensamento se tornou até mesmo uma doutrina, a doutrina do vencedor corporativo, existem livros, vídeos, revistas até mesmo palestras dos sabichões que acham ter se dado bem na vida e descrevem pequenos segredos e macetes para se dar bem, para saber persuadir o público, mas os tais sabichões estão também vendendo os seus livros ou seja, do mesmo jeito que ele ensina a enganar ele está enganando os aprendizes de “Grande vendedor”.
Esses livros, vídeos e revistas deveriam ser queimados em praça pública, junto com os autores, imagine que coisa bonita: todos dançando em volta da fogueira.

Mas como estamos numa sociedade politicamente correta, não podemos fazer isso pois seriamos chamados de fascistas, mas em certas coisas temos que fazer o bom uso da força. Mas temos que ser mais discretos, temos que cansa-los aos poucos por isso na próxima vez que algum cretino vier lhe pedir um minuto de sua atenção, mande-o enfiar o cartão no cu (deles evidentemente), não se intimide caso seja uma vendedora bonita ou um vendedor bonito, seja rude da mesma forma, diga que não se interessa por porra nenhuma e faça aquele sorriso forçado deles murchar no rosto, em casos de descontrole parta pra cima dele e quebre-lhe a pancheta na cara, se for Telemarketing desligue o fone na cara toda vez que ele ligar que não será vez só, pois esse povo trabalha com meta e são bem insistentes, com certeza eles vão falar “Mas é meu trabalho...” e você responde “Seu trabalho é um caralho!!!”.

Vão todos pro inferno, paz!



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