
Você deve ser daqueles que sonha com um mundo igualitário para todos, daqueles que sempre tem na ponta da língua uma solução milagrosa para a cidade, para o país, para o mundo, porém não aplica essa solução para sua própria vida. O mundo está cheio daqueles que tem solução para a vida de todo mundo e muitas vezes para a própria não tem nenhuma – fica imaginando todos os povos, todas as raças de mãos dadas cantando “Há um mundo bem melhor” e dançando num gramado verde.
Você é o típico sábio fabricado, daqueles cuja toda sabedoria provém de livros, informações alheias e conceitos já fabricados. Vai me dizer que você não tem decorada alguma frase de um nobre pensador (ou não tão nobre assim) e que vive repetindo para seus amigos ou amigas de bar achando bonito? Démodé é isso que você é.
A mesma coisa seria alguém se alimentar de um livro de culinária, a verdadeira sabedoria se adquire vivendo, lendo você adquire informação.
Quem foi que colocou em sua cabeça que a violência não leva a nada? Quem foi que lhe disse que o perdão é uma virtude? Quem foi que lhe disse que honestidade compensa? Quem lhe ensinou essa hipócrita lição de bom moço ou boa moça?
Você critica tanto o conservadorismo, mas não consegue se livrar dessa moral com fundamentos judaico-cristãos.
Não adianta você baixar a cabeça e aceitar tudo que lhe falarem ser certo, não adianta você tentar entender o que nunca viveu simplesmente por ter lido algo sobre.
Não adianta olhar para os problemas alheios e não espere que olhem para os seus. Você continua com aquela idéia de “se cada um fizer sua parte”, parabéns serviçal! Continue com as calças arriadas e essa boca aberta, você já está ficando bom nisso.
Você irá morrer sem ver o seu sonho ser realizado, pena que eu não estarei lá para ver isso.
Passar bem(Ou pelo menos tente).

O primeiro texto a me impressionar foi um do Millor, não sei descrever palavra por palavra, mas era mais ou menos assim:
Ele disse que foi sair com um amigo para beber e quando chegou perto do bar, um garoto pediu para tomar conta do carro, Millor deixou. Bebeu, e algumas horas depois saiu e lá encontrou um garoto, quando foi lhe dar o dinheiro o garoto disse que na verdade não foi ele quem olhou o carro e chamou o garoto que havia olhado. Millor pagou o garoto que olhou, depois virou e deu o dobro para o garoto que disse a verdade.
Entrando no carro, seu amigo o elogiou dizendo “Muito bonito o que você fez lá fora”, Millor lhe respondeu “Bonito nada! Fodi com a vida do garoto... A partir de agora ele vai pensar que honestidade compensa ”.
Há tempos atrás um carroceiro havia achado uma bolsa cheia de cheques assinados e prontos para serem sacados, mas ele foi a uma delegacia e devolveu a bolsa inteira, saiu no jornal como “exemplo de cidadania” foi elogiado pelos comunicadores e ganhou de recompensa uma cesta básica.
Voltando um pouco mais no tempo me recordo de um fato parecido em que um carroceiro achou um saco preto cheio de dinheiro e foi até a delegacia mais próxima e devolveu todo dinheiro, também foi chamado de “exemplo de cidadania”, mas sua única recompensa foi um pedaço de corda que o delegado lhe deu dizendo para se enforcar, pois ele era muito otário.
Muitos podem até achar um gesto bonito dos carroceiros, mas essa ingenuidade só é bonita em crianças (abaixo dos 12). Mas não é somente a ingenuidade que fala alto nessas pobres cabeças, o que também fala alto é a tal da vaidade, sim meus amigos a vaidade também está nesses gestos bondosos e estúpidos, na verdade ele gostaria de ser valorizado de alguma forma, existem dois tipos de valores atribuídos ao homem, o valor material e o valor ideal – o caráter. Eles na certa acharam que o valor de pessoas simples como eles está no caráter por isso fizeram a burrice de devolver o dinheiro invés encher a cara de cana e a barriga de pão, fugiram para os valores ideais, realmente uma filantropia muito curiosa essa de se tornar um Robin Hood às avessas.Alguns tão na merda por falta de sorte outros por opção.